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O que sabemos sobre a logística reversa
Dia desses estava acompanhando no Youtube o Papo das 9 do jornalista André Trigueiro e ele começou a falar sobre o que os fabricantes e marcas precisam nos fornecer de informações para os descartes de produtos que nós não queremos mais fazer uso. Sim, Trigueiro até citou que se a geladeira não me serve mais, […]

Dia desses estava acompanhando no Youtube o Papo das 9 do jornalista André Trigueiro e ele começou a falar sobre o que os fabricantes e marcas precisam nos fornecer de informações para os descartes de produtos que nós não queremos mais fazer uso. Sim, Trigueiro até citou que se a geladeira não me serve mais, o fabricante é o responsável por me dizer o que faço com o eletrodoméstico. Não posso simplesmente colocá-lo na lixeira e esperar que seja recolhido junto aos orgânicos e recicláveis. Pode ter material tóxico ali, fora o tamanho eletrodoméstico.

No mesmo Papo das 9, o jornalista falou sobre a logística reversa e esse é o tema dessa nossa conversa. Fui atrás da lei para entender como devemos proceder na hora desse descarte e também qual é a responsabilidade das empresas, mesmo quando já se passaram muitos da compra do produto.

logística reversa é uma solução para a sociedade evitar diversas formas de poluição. O aumento do consumo traz uma grande geração de resíduos sólidos urbanos e, muitas vezes, o gerenciamento desse lixo é realizado de forma incorreta. O desperdício de resíduos passíveis de reutilização, reciclagem ou reaproveitamento é comum e muitos deles acabam indo parar em aterros e lixões. Daí a importância de políticas públicas e empresariais de logística reversa.

Desta forma, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)Lei n° 12.305/10, que dispõe princípios, objetivos e instrumentos relacionados com o manejo de resíduos sólidos, bem como as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento desse material, entre outros aspectos.

Fazem parte dos princípios e instrumentos definidos na lei a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e a logística reversa. De acordo com a PNRS, a responsabilidade sobre o produto cabe a comerciantes, fabricantes, importadores, distribuidores, cidadãos e titulares de serviços de limpeza e manejo dos resíduos sólidos urbanos.

Isso significa que a PNRS obriga as empresas a aceitarem o retorno de seus produtos descartados, além de se responsabilizem também pelo destino desses itens. A lei define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada".

Economia Circular

Nós já falamos bastante aqui no Movimento 078 sobre a economia circular que é a transformação desses resíduos em um novo produto. Os projetos de economia circular também podem ser desenvolvidos pela própria empresa geradora do resíduo. Em fevereiro 2020, a Global Vita Sports, organizadora de corridas de rua da região sul e sudeste, fez em parceria com a KWM a coleta de resíduos, como copos plásticos de água oferecidos durante o trajeto aos atletas da Meia Maratona de Curita, e destinou esse material para a produção de produtos para kits de outras corridas. É uma transformação de consciência sustentável que vai se formando.

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